Agora sim.
Acordei, finalmente.
Sim estava dormindo. Sonhando muito.
Me sentia imponente por não poder viver o que eu sonhava, mas tudo ao meu redor, desde os pensamentos, não passavam de sonhos fúteis e descartáveis.
Percebi que era esse o motivo de não acontecer o que eu queria pois não tinha controle, não tinha noção. Agora sim, pude perceber que se as coisas não estavam dando certo, é por que primeiramente eu tinha que começar a fazer o que é certo, vivia um paradoxo e não tinha ao menos noção disso. É claro, agora entendo, precisava acordar pra viver.
Viver pra viver, e não sobreviver mais. As coisas não mudaram, pelo menos certos sentimentos. Mas a percepção sim. Estou tão bem agora, a angústia de não poder fazer nada sumiu, como num passe de mágica. Não sei dizer como, nem sei o porque. Só sei que eu sei.
Não troquei sentimentos, não deixei de sentir. Só troquei o sofrer por se conformar.
Tentando não conjugar mais o verbo sofrer, assim que devia ser. Tanta gente por ai, pior, sorrindo e feliz. Chega a ser ingratidão. Não mudei, só reformei, da minha boca não sai mais reclamações, e sim a esperança de ser melhor.
Dos meus olhos não saem mais lágrimas, somente o brilho que sempre teve. Foi o que sobrou. E assim que devia ser. É como eu sempre digo, a felicidade não é algo palpável, uma meta ou um lugar que devemos chegar. Não existe felicidade, e sim momentos felizes, e esses momentos quem faz é você!